Eu devia ter 6 ou 7 anos, mas lembro até hoje quando minha mãe apareceu em casa com um pano com as “bonequinhas de chapeu” bordadas.
Eram tão graciosas! Aquelas bonecas bordadas em diferentes atividades caseiras, como lavando, pendurando e passando roupa, lendo livros, preparando a comida…
Naquela época, os fogões não tinham tampas de vidro. Então minha mãe usou aquele pano com as bonequinhas para proteger a parede de respingos de óleo (pois é, acredite! mas tudo bem, isso era o habitual até por volta da década de 1970…).
Eu cresci, fiz algumas bonequinhas bordadas, depois as pintei… E quanto mais eu me aventurava pelas artes manuais, mais eu percebia que aquela boneca era muito comum.
Só no início da década de 1990 que fui descobrir seu verdadeiro nome. Sunbonnet Sue. Ou apenas Sunbonnet.
Eu achava que a Sunbonnet tinha sido “inventada” justamente num bordado, e depois passou a ser pintada ou costurada. Mas, não. A Sunbonnet tem uma mãe, e uma história encantadora e que mostra o valor da mulher empreendedora, da mulher virtuosa.

As bonequinhas Sunbonnet surgiram na virada do século 19 para o século 20, pelas mãos da artista Bertha Corbett.
Bertha era exímia ilustradora, e o fato de a Sunbonnet ter um chapéu para esconder o rosto é porque ela queria que o corpo das bonecas é que transmitissem emoção.
Esconder o rosto foi uma tática inovadora da artista (bem-sucedida, eu diria – e lembre-se que estamos falando do século 19!) para atrair a curiosidade do leitor.
Porém, a Bertha precisou lutar para que aceitassem seu estilo e entendessem o que ela queria fazer. Muitas vezes seu trabalho era desvalorizado com palavras como “você não sabe desenhar rostos”.


Com o primeiro livro finalmente publicado, uma escritora de livros infantis – Eulalie Osgood Grover – se encantou com aquelas bonecas desenhadas.
Mais do que o encanto pelos traços de uma colega, Eulalie percebeu que crianças amavam aquelas bonecas. Elas se viam ali naqueles traços.
Eulalie, então, convidou Bertha para desenhar livros infantis. O sucesso foi imediato. Não só de vendas, mas daquilo que mais importava: a alfabetização de crianças.
Vejam só! Duas mulheres, há 120 anos, indo contra tudo que diziam que deveriam fazer e lutando por aquilo que acreditavam. 120 anos depois, como estamos?

Histórias como essa eu conto no Quilt in Box, um clube cultural pelo qual você recebe fascículos colecionáveis que contam as histórias do Patchwork e do Quilting.
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Xoxo,
Tia Lili