O Dia Internacional da Mulher tem certa relação com o nosso mundo do Patchwork.
Mas não porque o patchwork é feito majoritariamente por mulheres (até porque, há muitos homens que o fazem – e são bons, viu?!). A história deste dia também não é só bonita como a arte que a gente tanto ama.
No começo do século passado já havia algum movimento social para determinar um dia para lembrar que nós, mulheres, também deveríamos ter as mesmas condições de vida dos homens à época, como o direito ao voto e melhores condições de emprego. Seria, enfim, um dia de luta pelos direitos igualitários.
Por alguns anos, não houve um dia específico. As mulheres saíam às ruas para protestar em determinados dias de fevereiro ou março. Portanto, não era exatamente um dia festivo. Até que em 1910 diversas mulheres ao redor do planeta se reuniram para uma conferência mundial para tratar dos direitos das mulheres, quando ficou acertado que haveria um “Dia Internacional da Mulher”, sem especificar uma data. No ano seguinte, em 1911, o dia foi celebrado em 19 de março.
Mas o que marcou foi que apenas 6 dias depois dessa primeira data oficial um incêndio de grandes proporções em uma fábrica em Nova Iorque matou 146 trabalhadores – destes, 123 eram mulheres…
Jovens mulheres migrantes que costuravam 14 horas por dia, por salários irrisórios (mesmo para a época), em péssimas condições de trabalho numa indústria de tecelagem e vestuário.
Para vocês terem uma ideia, o incêndio foi tão grande que algo pior em Nova Iorque só veio a acontecer nos atentados de 11 de setembro de 2001, quase um século depois.
A partir deste evento calamitoso, o Dia Internacional das Mulheres passou a ganhar corpo. Mas ainda no dia 19 de março.
As lutas continuaram, com protestos e greves. Até que no dia 8 de março de 1917, uma dessas greves foi o estopim para Revolução Russa de 1917.
Operárias da indústria têxtil na Rússia saíram às ruas no dia 8 de março para protestar contra as péssimas condições de trabalho, contra a fome, contra o czar russo e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial.
Esse movimento das mulheres da indústria têxtil foi tão importante e intenso que arrebanhou uma massa enorme de pessoas – homens, mulheres, crianças, ricos, pobres. O povo conseguiu derrubar a autocracia que comandava a Rússia, levando ao poder o Partido Bolchevique de um certo Vladimir Lênin. O resto é história.
Com o passar dos anos, o Dia Internacional da Mulher deixou de ter grande importância. Somente na década de 1960, com uma nova onda feminista, nosso dia voltou a ter valor. Em 1977 foi adotado pelas Nações Unidas como uma data oficial.
Hoje, o Dia Internacional da Mulher pode ser festivo e de certa forma parecer mercadológico para algumas pessoas. Mas cada vez mais vejo que a sociedade está resgatando esse histórico de luta das mulheres pelos direitos iguais e por acesso a melhores condições de vida e emprego.
Pois mais de um século depois, ainda temos muito o que conquistar ou mesmo igualar.
Feliz Dia – Mês, Ano, Vida – Internacional da Mulher!
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Xoxo,
Eliana Zerbinatti